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Ilha de São Jorge

Numa lua cheia, o canal de frente ao Pico reflete e brilha, enquanto o grande cume do Pico maciço oferece o restante cenário cinematográfico. Embora conhecida pelo seu delicioso queijo, um Cheddar forte, São Jorge para muitos é ainda uma ilha por descobrir.

Queijo de São Jorge
Queijo de São Jorge

Velas, a principal vila, é conhecida pela Semana Cultural, realizada no início de Julho que coincide com a corrida anual de iate Horta-Velas-Horta, e inúmeros outros eventos  como conferências, exposições culturais e touradas.

As fajãs, embora não exclusivas de  São Jorge, são uma característica muito especial desta ilha, e seguramente vale a pena explorar os seus vários assentamentos e respectivos micro-climas.

De carro, São Jorge é facilmente acessível, pode parar com tranquilidade para explorar pequenos assentamentos ao longo da costa e respectiva paisagem envolvente.

Há um serviço limitado de autocarro que o leva das vilas para Velas na parte da manhã, e retorna à noite. Muitos visitantes hospedam-se em Velas e contentam-se por ver Rosais, no extremo oeste, e depois fazem um circuito central, não indo além que Calheta.

VELAS

 

Velas, a principal vila de São Jorge, continua a ser muito pequena, e a parte antiga em torno do porto é  geralmente mais cuidada e charmosa.

Com ruelas estreitas, casas com varandas de ferro forjado, pequenas lojas e a intrigante e imponente porta de entrada do século 18, Portão do Mar.

Ainda poderá encontrar um barco ou dois estacionados na estrada junto com carros.

Algumas das pequenas ruas são pedonais, e pavimentadas na forma tradicional com pequenas pedras pretas calcetadas com desenhos em pedra branca que descrevem as actividades na ilha.

Uma rua agora é uma área comercial bonita, com cestos cheios de flores. Construído sobre uma fajã, o porto e a cidade velha é rodeado de falésias altas, com uma nova marina.

Igreja de São Jorge

Um imponente igreja paroquial, construída e modificada a partir do século 17, destaca-se o retábulo de madeira entalhada. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição do século 17 era um antigo mosteiro franciscano.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição

Escondido numa das pequenas ruas encontra o museu de arte sacra, mostrando itens indo-portugueses e vasos de prata.

 

ROSAIS

  • Coordenadas:38.718717,-28.252115

Rosais é uma freguesia do concelho de Velas, mas também é o nome dado a todo o lado oeste da ilha de S. Jorge.

Depois de passar pela vila aparecerá sinalizado o Miradouro do Pico da Velha, a  493 metros do nível do mar – que proporciona uma visão dominante desta parte da ilha.

Uma paisagem polvilhada com camélias, hortênsias, azáleas e agapanthus –  muito bonita; faz parte do Parque Florestal Sete Fontes.

O  farol encontra-se no extremo ocidental da ilha, e é também o fim da estrada. Agora está abandonado, após o terramoto de 1980 que fez várias falésias instáveis. Tenha muito cuidado se andar perto do farol pois podem existir buracos profundos no solo.

  • Coordenadas:38.753556,-28.3115

 

Parte central de S. Jorge

Ao deixar Velas para trás e pegar a estrada para o norte litoral, que está sinalizada como Norte Grande, passa por Beira, continua na estrada passando por Toledo, uma aldeia colonizada por imigrantes espanhóis após o rei Filipe da Espanha ter invadido Portugal.

No Norte Grande visite a igreja Nossa Senhora das Neves, de 1762; tem um interior bonito com azulejos esplêndidos e vitrais. Note o cata-vento na forma de um peixe; algo de peculiar – o símbolo adoptado pelos primeiros cristãos.

Ao tomar de novo a estrada, vai descer abruptamente ao lado da igreja para Fajã do Ouvidor. Ao parar no miradouro verifica de imediato a bela vista da vila abaixo; num dia claro pode ver Graciosa e à sua direita, ao longo da costa, a Fajã da Ribeira da Areia.

Ao descer à Fajã do Ouvidor, há um pequeno porto e a piscina natural poça de Simão Dias. No porto eram exportados inhames para a Graciosa em troca de telhas de barro.

No meio da próxima vila, a Ribeira da Areia, há uma placa de pedra apontando o caminho para Fajã da Ribeira da Areia; que leva 45 minutos a descer.

Procure na estrada o sinal para a Fajã dos Cubres; onde há provavelmente uma das melhores vistas da costa.

Á distância vê a Fajã de Santo Cristo, um povoamento isolado,o e a sua lagoa, bem conhecida por ser o único lugar nos Açores, onde berbigão pode ser encontrado; deliciosos moluscos que estão agora protegidos – a sua captura é feita estritamente em números limitados.

É também um dos melhores lugares para se fazer surf nos Açores.

  • Coordenadas:38.626278,-27.93
Calheta

  • Coordenadas:38.602669,-28.018184

Calheta desenvolveu-se como vila, mas como Velas tinha um melhor porto tornou-se o principal povoamento, que foi posteriormente reforçado pela construção de um aeroporto nas suas proximidades.

Continua a existir uma rivalidade saudável. Calheta está na Fajã Grande, uma das planícies costeiras ao redor da ilha.

Com um porto recentemente alargado e uma frota de pesca pequena, perto da qual pode ser visto uma antiga fábrica de atum.

Há uma estação de correios e um café  bar que serve refeições ligeiros. Há também o museu Francisco Lacerda com uma exposição permanente sobre a história e etnografia da ilha e uma biblioteca.

 

Manadas

  • Coordenadas:38.634238,-28.097459

Seguindo a estrada principal de volta para Velas, chegará a Manadas onde pode parar para ver a igreja paroquial do século 18, dedicada a Santa Bárbara. É muito pequena, um belo beira-mar cenário adjacente dos restos duma fortaleza que outrora defendia o porto.

Esta jóia barroca é das melhores no arquipélago, e o seu interior se manteve quase inalterado por muitas gerações. Há esplêndidos mosaicos que contam a história de Santa Bárbara, um altar dourado rico e um teto de madeira de cedro.

Diz a lenda que em 1485, um marinheiro, o Joaquim António da Silveira, encontrou uma imagem de Santa Bárbara numa caixa de madeira ao largo da costa de São Jorge e achou que devia ser construída uma igreja em sua honra.

No Terreiros há um pequeno porto, com mesas de piquenique e dois restaurantes. Perto, a freguesia Urzelina, sofreu tremendamente numa erupção, em 1808 a lava fluiu para baixo e enterrou tudo menos a torre da igreja que permanece como um monumento à vila enterrada.

Perto, a  Cooperativa Artesanto Senhora  da Encarnação, na aldeia de Urzelina  Ribeira do Nabo, oferece uma boa variedade de produtos feitos à mão, incluindo roupa de malha, macramé, cerâmica, artigos em madeira, doces, etc.

A parte oriental de S. Jorge

Para chegar a Fajã dos Vimes, desce a partir da estrada principal para Topo, e é dos mais bonitos percursos de  carro, com florestas luxuriantes em grande parte com acácias. Pare no Miradouro dos Vimes; a 300 metros abaixo vê a Fajã Fragueira e ao longe o seu destino imediato  –  Fajã dos Vimes.

  • Coordenadas:38.587739,-27.936502

Na aldeia, encontra o Café Nunes; aqui fazem café arábico a partir de grãos da aldeia. As plantas produzem duas colheitas por ano.

De volta à estrada principal, passa por extensas áreas de pastagem até Santo Antão e, finalmente, o topo – com o seu farol e Ilhéu, um santuário estritamente protegido para aves.

O primeiro povoamento em São Jorge foi no Topo, mas a Serra separava as pessoas do resto da ilha que para buscar mantimentos – até era mais fácil ir de barco para a Terceira.

  • Coordenadas:38.549068,-27.76741

No caminho de volta para Velas, por cima da Fajã dos Vimes, verá uma estrada à sua direita perto dos parques de turbinas.

É uma das mais belas estradas dos Açores, que segue ao longo de uma paisagem de pequenos pastos cercados por sebes, especialmente linda em julho e agosto, quando as hortênsias florescem.