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Belém (Lisboa)

Museu de Arqueologia

Nas salas do Mosteiro de Jerónimos tem 2 museus: o Museu de Arqueologia a oeste da entrada principal, alojado na extensão neomanuelina do mosteiro (1850).

Tem 1 pequena secção sobre antiguidades egípcias, mas concentra-se em achados arqueológicos portugueses, como os interessantes azulejos romanos descobertos no Algarve.

  • Coordenadas: 38.697243, -9.207211

Museu da Marinha

De maior interesse é o enorme Museu da Marinha, com a entrada de frente ao Centro Cultural de Belém. Naturalmente que a marinha portuguesa está intimamente ligada com a Época dos Descobrimentos.

Não só com modelos de navios, barcaças sumptuosas, tem uma exposição surpreendente de artefactos relacionados com as ex-colónias de Portugal.

  • Coordenadas: 38.697482, -9.208208

No decorrer do século XV, primeiro sob o comando do Infante Dom Henrique, e mais tarde sob o do Rei Dom João II, os portugueses dominam o Atlântico Sul.

O Infante é o governador da ordem de Cristo (sucessores dos Templários em Portugal), daí as cruzes nas velas associadas à época dos Descobrimentos, mas no seu tempo usava-se apenas 1 bandeira a identificar a ordem de Cristo.

É Dom Manuel que ostenta orgulhosamente a cruz da ordem de Cristo nas velas e cuja visão no mar é um mau presságio para poderes rivais.

O infante foi o grande dinamizador da revolucionária Caravela Portuguesa. Com velas triangulares permitia não só navegar quase contra o vento, mas a uma velocidade notável para a época. Entrava em águas pouco profundas, quando outros não podiam – otimizada para a exploração.

Réplica da Caravela Portuguesa

Vasco da Gama chega à Índia num navio diferente, a Nau Portuguesa, velas de pano redondo que produzem maior potência.

Já no século XVI ia à Índia e voltava, armazenava toneladas e era mortífera em combate. De modo que holandeses e ingleses só chegam ao oriente um século depois dos portugueses. É a embarcação mais copiada na Europa no fim do século XVI, XVII e XVIII.

Nau Portuguesa

A sua dimensão aumenta nos meados do século XVI, chegando a atingir 60 metros de comprimento com velas verdadeiramente gigantes, suscitando o espanto de europeus e asiáticos.

Uma fortaleza marítima, com cerca de 140 canhões – há documentos referindo que 1 navio português enfrenta, confiantemente, 30 navios.

Havia outras embarcações quase exclusivas para a guerra naval: o Galeão, também utilizado por corsários e piratas, e a Caravela Redonda idealizada por Dom João II que mistura a vela redonda e latina – altamente manobrável e mortífera.

Caravela Redonda

Planetário Calouste da Gulbenkian

Entre o museu da marinha e o Centro Cultural de Belém, fica o Planetário Calouste da Gulbenkian (arquiteto Frederico George): 1 sala de projeções com uma superfície circular de 23 metros em diâmetro.

  • Coordenadas: 38.697743, -9.208772

Centro Cultural de Belém

No Centro Cultural de Belém (www.ccb.pt) ocorrem regulares exposições culturais e concertos ao vivo no fim de semana.

Coordenadas: 38.695503,-9.208354

Aqui habita o Museu Coleção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, com todos os principais movimentos artísticos: Joan Miró, Marc Chagall, Andy Warhol, Salvador Dalí, Pablo Picasso… enfim, a lista é extensa.

Museu Berardo

A nordeste encontra o Jardim Botânico Tropical, um oásis de estufas, lagos e palmeiras altas – a entrada é na Calçada do Galvão.

Jardim Botânico Tropical
  • Coordenadas: 38.6988943,-9.2043935

No canto sudeste dos jardins, ergue-se o rosado Palácio de Belém (século XVI), a residência oficial do Presidente português desde que a república foi implantada.

Se está aqui no 3.º domingo do mês, verá a troca da guarda às 11 da manhã, com a exibição do regimento da cavalaria da equitação na área da frente à rua Vieira Portuense.

Residência do Presidente Português
  • Coordenadas: 38.697391, -9.200041

Durante a monarquia foi casa de veraneio – Dom José I sobrevive ao grande terramoto de 1755 por estar, casualmente, neste palácio.

No interior, descobre a Sala Dourada. A razão do nome é óbvia pela predominância do dourado nos tecidos e mobiliário, com um extraordinário teto do século XVIII.

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