Açores Grupo Ocidental Ilha das Flores (Açores)

Ilha das Flores (Açores)

  • Coordenadas: 39.375262, -31.195202

A partir de Lajedo a estrada regional serpenteia para Este, em direção a Lajes das Flores. São 15 minutos até à Via Lopo Vaz que o guia à bela Fajã Lopo Vaz de clima micro tropical.

Aqui tem a oportunidade de percorrer o trilho pedestre (PRC4FLO), cerca 3,5 km (duas horas), em direção à margem da fajã, passando por pequenas cascatas. A caminhada não é difícil, o que custa mais é a subida de volta para o carro.

Se ainda lhe restar espírito aventureiro, tem a oportunidade de tomar banho nenhuma viva alma por perto. Daqui, o centro de Lajes das Flores fica a 3 km para Este.

  • Coordenadas: 39.378251, -31.173988

Quando chega a Lajes das Flores é imediatamente saudado pela torre de 16 metros do Farol da Ponta das Lajes.

  • Coordenadas: 39.375825, -31.176526

Lajes floresceu graças à pequena baía abrigada dos ventos de oeste, o que facilitava o desembarque de mercadorias. Foi o primeiro local a ser elevado a Vila – inícios do século XVI, altura em que Portugal está anexado a Espanha.

Três décadas depois Santa Cruz recebe o foral de Vila – após a restauração da independência de Portugal (1640). Existe uma saudável rivalidade entre os dois concelhos, em que uns são referidos como sendo espanhóis, naturalmente por parte dos de Santa Cruz…

No centro do concelho mais ocidental da Europa (http://www.cmlajesdasflores.pt/), fica a bela Igreja (século XVIII), dedicada à Nossa Senhora do Rosário, sob o local duma ermida mais antiga que era dedicada ao Divino Espírito Santo.

Por perto, avista canhões que marcam o local do antigo Forte da Nossa Senhora Rosário que protegia a baía dos piratas e corsários, pelo menos daqueles que não eram bem vindos…

  • Coordenadas: 39.378312, -31.174053

Durante o período da anexação de Portugal a Espanha, vários piratas, sobretudo os ingleses, ficavam perto das Flores à espera dos galeões que transportavam imensos tesouros da América.

O pirata inglês Peter Easton (século XVII), que chegou a comandar uma frota de 40 navios, por aqui se posicionava… depois zarpava para a Tunísia carregado de tesouros e com alguns galeões espanhóis.

Havia uma real cumplicidade entre pessoas da ilha com o pirata que esteve para se casar com uma mulher das Flores. Esta conivência aborrecia, tremendamente, a corte do Filipe III de Espanha e várias medidas foram tomadas para acabar com isto.

Alguns residentes das Flores acabam por ir para a prisão, mas o pirata conseguiu escapulir a todas armadilhas dos espanhóis – acaba por se reformar no sul de França (Villefranche-sur-Mer). Seguramente os milhões em ouro ajudaram no posterior título de Marquês lá no sul de França…

Descendo em direção à costa, chega facilmente ao Porto comercial e ao Núcleo de Recreio Náutico, donde pequenas embarcações descansam da sua travessia atlântica.

Desta área chegam e partem embarcações atlanticoline para a cidade da Horta (ilha do Faial) – levam cerca de 9 horas e custam perto de €40 euros.

  • Coordenadas: 39.379182, -31.170137

Mesmo ao pé, fica a única praia de areia (preta da cor do basalto) da ilha, a sossegada Praia da Calheta com espaço para toda a família.

  • Coordenadas: 39.379560, -31.170958

Regressando à estrada regional no Miradouro das Pedras Brancas tem uma vista ampla de Lajes das Flores, da marina e da praia da calheta.

  • Coordenadas: 39.379878, -31.172198

A estrada regional parte para Noroeste, passando pela pequena Fazenda (2 km das Lajes) donde se situa a magnífica Igreja do Senhor Santo Cristo dos Milagres, século XIX, constrita por um pequeno pátio murado.

  • Coordenadas: 39.389006, -31.166291

A cerca de 15 minutos, acaba por deparar-se com o Miradouro da Fajã do Conde, já só fica a 3 km de Santa Cruz, de vistas lindíssimas, nomeadamente da Fajã do Conde. Próximo da Fajã está o local por onde se inicia povoamento da ilha.

  • Coordenadas:  39.439782, -31.146860

A Ilha das Flores foi descoberta numa expedição que regressava da área a oeste do arquipélago, nomeadamente por Diogo de Teive (1452) – capitão de caravela e escudeiro do Infante Dom Henrique (governador da Ordem de Cristo).

Diogo de Teive terá sido o primeiro capitão do donatário da ilha – quase todas as ilhas açorianas são povoadas, em parte, por uma pequena elite da marinha militar portuguesa.