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Évora (Alentejo)

Catedral de Évora

  • Coordenadas: 38.571779,-7.906986

A magnífica Sé de Évora foi iniciada em 1186, cerca de vinte anos após a conquista de Évora. A austeridade das torres, com as ameias originais, contrasta com os arcos góticos, adições posteriores, nomeadamente na varanda e na janela central.

O cariz gótico acentua-se no interior. O altar-mor foi remodelado, no século XVIII, por Friedrich Ludwig (arquiteto do palácio-convento de Mafra). O museu da Sé está recheado de tesouros como um relicário cravejado com 1426 pedras preciosas.

 

  • Coordenadas: 38.570523,-7.90661

No largo vizinho a Igreja da Misericórdia (século XV) orgulhosamente ostenta um estilo barroco, com azulejos elegantes no seu interior. No final da rua, Largo da Porta de Moura, descobre uma bonita fonte de mármore.

 

  • Coordenadas: 38.572722, -7.905612

A 5  minutos da Igreja da Misericórdia, pela rua do Conde da Serra da Tourega, surge o resistente Paço de São Miguel, casa da idade média donde se hospedaram Reis como Dom Fernando e notáveis como o Condestável Nuno Álvares Pereira –  por algum tempo foi o seu quartel-general no século XIV.

Hoje em dia, o que mais distingue o palácio são as suas pinturas e a decoração típica dum Portugal nobre do século XVI.

Aqui, durante as cortes de Évora (1481), Dom João II torna claro aos nobres que exige total subjugação à sua autoridade, pois herda um reino controlado pelos interesses dos grandes senhores e isto não mistura com a sua personalidade.

O maior deles, o Duque de Bragança, é obrigado a vergar-se na frente de todos. Dom João II sabia que, ao provocá-lo, este reagiria impetuosamente – o monarca não tardou a ter as inequívocas provas que ativamente procurava: uma trama com os reis de Castela.

Por isto, foi executado na Praça Giraldo. Como Dom João II diria: “Eu sou o senhor dos senhores, não o servo dos servos.” 

 

Universidade de Évora
  • Coordenadas: 38.573145,-7.90566

A poucos metros, descobre a universidade, sediada no distinto Colégio do Espírito Santo, a 2.ª mais antiga do país. Paga pelo cardeal Dom Henrique (1559), o irmão do rei João III (filhos de Dom Manuel).

O cardeal, que muito fez para trazer a Ordem dos Jesuítas para Portugal, acaba por se tornar regente e orientador de Dom Sebastião – e para essa promoção foi vital o papel do diplomata Lourenço Pires de Távora.

Dom Sebastião, já maior de idade, desentende-se  com o Cardeal, que tinha sido a máxima autoridade da Inquisição em Portugal. Ironicamente, o velho Cardeal acaba por ser o último rei da Dinastia de Avis quando Dom Sebastião desaparece no atual Marrocos.

Portugal, desguarnecido da sua nata militar, acaba por ser anexado temporariamente a Espanha.

Após a restauração da independência, o Colégio será fechado pelo poderoso Marquês de Pombal que persegue com ferocidade os jesuítas. Também esteve por detrás do processo contra a poderosa família Távora.

O colégio só reabre em 1970 e é dos cantos mais animados da cidade. As colunas de mármore e a esplêndida fachada de conceção clássica foi esculpida por um jesuíta – as 2 figuras no alto simbolizam o poder real (com o sol e o cetro na mão) e o da igreja (com a lua e báculo episcopal). Ao entrar pode apreciar o belo teto de pau-brasil.

 

  • Coordenadas: 38.571431,-7.913502

A um quarteirão, uma caminhada de 10 minutos, avista a refinada Igreja da Graça (século XVI) na rua da Graça.

Em cada um dos cantos do frontão da igreja, surge o titã Atlas, figura mitológica grega que segura o peso do globo – parte do emblema do Dom Manuel que carrega um vasto império ultramarino cobiçado por todas as nações europeias.

A 300 metros, na rua de Cicioso, reside a charmosa Pastelaria Conventual Pão de Rala, para muitos a melhor em Portugal e a mais antiga na cidade. As paredes são enfeitadas por visitas de ilustres, amigos e prémios.

  • Coordenadas: 38.568491, -7.905185

É o lugar ideal para experimentar o tradicional Pão de Rala, sobremesa típica que nasce duma visita do Dom Sebastião à cidade no século XVI. Para além do tradicional pão de rala existem outros doces fantásticos.

 

  • Coordenadas: 38.568966,-7.908634

A escassos metros da elegante Igreja da Graça, no lado oriental da Praça 1.º de maio, emerge a Igreja de São Francisco que contém dos monumentos mais dramáticos em Évora – a Capela dos Ossos; as paredes e pilares foram construídas a partir dos ossos de mais de 5000 monges.

Durante os séculos XV e XVI, havia 42 cemitérios monásticos e este espaço era necessário. Há um humor sombrio na inscrição “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”… O resto da Praça 1.º de maio ostenta agradáveis cafés e esplanadas.