Início Alentejo Baixo Alentejo Mértola e arredores (Alentejo)

Mértola e arredores (Alentejo)

 

 

É um ótimo lugar para passar uma noite, ou mais, a caminho do Algarve – compacta e sonolenta povoação cheia de preciosidades – as colinas e vales proporcionam excelentes passeios.

Fica a meia hora de carro de Alcoutim no Algarve (pela IC27 e EM507) e cerca de 50 minutos de Beja (pela IC27). Faz parte do Parque Natural do Vale do Guadiana (assim como Serpa) – o lar da rara cegonha-preta e de outras espécies ameaçadas.

Cegonha Preta

A área mais dramática do Parque é a Cascata do Pulo do Lobo, onde as águas do rio Guadiana caem através duma garganta rochosa – fica a uma hora de carro de Mértola pela N246.

Pulo do Lobo

A história de Mértola remonta aos Fenícios, quando foi um importante porto fluvial; fortalecido e expandido pelos romanos (Myrtilis), pelos mouros (Martulah), antes de ser conquistada por Dom Sancho II em 1238.

 

Castelo de Mértola

  • Coordenadas: 37.637963,-7.664679

No alto descobre as ruínas dum castelo mouro reutilizado após a conquista cristã como posto estratégico contra invasões.

Antes de ser domínio dos cristãos, foi domínio do silvense Abu Alcacim Amade ibne Huceine ibne Cassi (Ibn Qasi), mestre do Sufismo e inimigo dos Almorávidas de Garbe do Andaluz.

Entregou metade da sua riqueza aos pobres e com a outra conquistou Mértola e Silves aos Almorávidas. Foi aliado e amigo do 1.º rei de Portugal, mas foi traído e assassinado pelos Almóadas que emergem como o novo poder muçulmano e com uma visão dogmática do Islão.

Os Sufis não seguem as regras rígidas doutras correntes islâmicas, são contra o formalismo do Islão e com práticas consideradas ilegais pelas outras correntes.

Dom Afonso Henriques, influenciado pelos templários, também partilha uma conceção mais mística e espiritual da religião – foi excomungado pela Santa Sé, tinha aliados islâmicos, era admirado por ordens militares cristãs e tinha como gestor do reino um rabi.

O espaço entre muralhas é uma área muito pequena – primeiro os muçulmanos viveram dentro das muralhas e, mais tarde, na mouraria do lado de fora que ainda está a ser escavada.