Portugal Área Metropolitana de Lisboa Sintra (Portugal)

Sintra (Portugal)

O local predileto de verão para os Reis de Portugal e, antes destes, dos Senhores Mouros – há já muito tempo que são comemorados os encantos de Sintra, que se estendem por uma série de ravinas arborizadas.

  • A Vila de Sintra, e arredores, têm a maioria dos hotéis e principais pontos turísticos, incluindo o extraordinário Palácio Nacional.
  • O Castelo dos Mouros e o singular Palácio da Pena são outros alvos óbvios (autocarro 434 perto da estação de comboio percorre ambos locais).
  • A propriedade da Quinta da Regaleira é outra atração popular e fica a uma curta distância. Outros pontos como o Convento dos Capuchos exigem transporte.

Para oeste de Sintra, o centro vitícola de ColaresPraia Grande ou o ponto mais ocidental (no continente) da Europa, Cabo da Roca – necessita obrigatória mente de meio de transporte.

Se vem de Lisboa e não tem carro, a melhor forma para chegar à vila de Sintra é de comboio – e pode apanhá-lo na Estação ferroviária do Rossio. De Lisboa, os comboios partem a cada quinze minutos a partir do RossioSete Rios.

Estação do Rossio em Lisboa
  • Coordenadas:38.714412,-9.140877

Na estação de Sintra há um balcão de turismo e muito perto vários autocarros partem para Cascais, Colares, Cabo da Roca, praias de Sintra, Estoril e Mafra.

Vila de Sintra

São dez minutos, a pé, da estação para a vila. Para ver toda a área, incluindo a costa, considere um bilhete Turístico Diário nos autocarros locais Scotturb (www.scotturb.com).

  • Coordenadas:  38.797663,-9.390655

O Palácio Nacional (ou Paço Real) já existia sob o domínio mouro. A sua forma atual parte da reconstrução e ampliações de Dom João I (1385-1433) e os seus sucessores, nomeadamente o afortunado Dom Manuel I.

Existiam vários possíveis pretendentes à coroa – mas foi Dom Manuel I o herdeiro da vasta riqueza gerada pela exploração marítima de Vasco da Gama.

O estilo do palácio, como se poderia esperar, é uma amálgama gótica com adições manuelinas, com ornamentos extravagantes. No interior, o gótico-manuelino é temperado pela influência mourisca, adaptada ao longo dos séculos.

A última realeza a viver aqui, fins do século XIX, foi Maria Pia a avó do último monarca reinante do país (Dom Manuel II). Hoje é um museu e também abriga eventos como o Festival de Música de Sintra.

No piso inferior, especial destaque para Sala dos Cisnes, assim chamada devido aos cisnes pintados no teto, originalmente da casa real inglesa, devido à mulher de Dom João I, que era filha do poderoso Duque de Lancaster.

O cisne é ligado à figura mítica do Cavaleiro Cisne (Lohengrin da Távola Redonda) que simboliza tudo o que um cavaleiro deve ser; nobre.

A Sala das Pegas é assim chamada pelo bando de pegas pintadas no friso e teto. Nos seus bicos seguram a legenda Por Bem – supostamente a resposta do Rei Dom João I, quando apanhado por sua esposa (Filipa de Lancaster) a beijar uma dama da corte.

No piso superior encontra a galeria da Capela do palácio. Na sala ao lado é onde Afonso VI foi confinado (seis anos) pelo irmão Dom Pedro II – morreu aqui em 1683.

Uma sucessão de salas culmina na Sala de Brasões. O teto da imponente Sala dos Brasões é uma representação simbólica do Poder Real e uma homenagem aos romances cavalheirescos como a Távola Redonda.

Teto das salas dos Brasões

No centro do teto octógono estão as armas reais e por cima um dragão (associado ao Rei Artur). De seguida estão oito medalhões dos Príncipes do Rei Dom Manuel, e em baixo 72 painéis com armas das principais famílias nobres.

A cor (luz) do teto diminui do centro (Rei) para os nobres que suportam a família real. Havia mais famílias nobres relevantes, mas o 72 é simbólico – número bíblico dos discípulos dos apóstolos carregados de difundir a mensagem de Cristo.