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Elvas (Alentejo)

 

 

A atraente Elvas, a 40 km de Estremoz, foi dos mais importantes postos fronteiriços e resposta à fortaleza espanhola de Badajoz. Segundo a UNESCO, Elvas é o maior sistema de fortificações abaluartadas do mundo.

Originalmente conquistada aos mouros, em 1230, resistiu a todos os ataques vindos de Espanha. Foi tomada apenas uma vez, mas nunca conquistada: A guarnição foi subornada em 1580, após o desastre de Alcácer Quibir – donde Dom Sebastião desaparece e morre a nata militar portuguesa.

O espanhol Duque de Alba entra por Elvas até Setúbal, embarca em Cascais e ganha a batalha de Alcântara em Lisboa. Como consequência, Portugal perde temporariamente a independência. Por isso se diz que Elvas é a chave do Reino – e deste então nunca mais foi conquistada ou tomada.

Durante a guerra pela sucessão de Filipe IV (em 1644), a sua guarnição resistiu a um cerco de 9 dias. Em 1659, mesmo reduzida por uma epidemia, barra o exército espanhol (com cerca de quinze mil soldados).

Mais tarde foi chamada ao serviço 2 vezes: em 1801, e 10 anos mais tarde, foi a base do Duque de Wellington para o ataque a Badajoz…

Hoje em dia Elvas é bem mais calma. Os primeiros trechos das muralhas datam do século XIII, mas a maioria do que vê é resultado das Guerras de Sucessão com a Espanha no século XVII.

A grande animação é a Festa de São Mateus, que tem a duração de seis a oito dias, começando em 20 de setembro com um programa de eventos agrícolas, culturais e religiosos.

Aqueduto da Amoreira

Aqueduto da Amoreira
  • Coordenadas: 38.877976,-7.172159

O interessante Aqueduto da Amoreira (século XVI), com cerca de 8 km e com uma parte subterrânea, parece à primeira vista uma extensão bizarra das fortificações. Construído por Francisco de Arruda – responsável pela Torre de Belém em Lisboa.

É um feito imaginativo e extraordinário: pilhas monstruosas de alvenaria, contrafortes cilíndricos e até cinco camadas de arcos apoiam um pequeno canal de água até à fonte no Largo da Misericórdia.