Algarve A Oeste de Faro Silves (Algarve)

Silves (Algarve)

 

Numa abordagem dramática o anel avermelhado das muralhas se revela, gradualmente, à medida que se aproxima de Silves. No centro, uma série de cafés e fontes se agrupam em torno dum grande pátio, Portas da Cidade de Silves, com mesas ao ar livre.

Portas da Cidade de Silves

 

É um espaço encantador, por certo mais animado quando ocorre a Feira Medieval, geralmente em Agosto. Fica a dezoito quilómetros a nordeste de Portimão, Silves (As-Shilb) – foi a capital islâmica da Gharb Al-Andalus (ou Al-Gharb) durante 500 anos – e seguramente merece a sua atenção.

 

O Castelo sarraceno de Silves (século VIII), sobre a foz do Rio Arade é o maior Castelo no Algarve, e dos mais antigos em Portugal.

  • Coordenadas: 37.190477,-8.437939

Sob o domínio muçulmano, Silves foi um lugar de enorme grandeza, centro comercial e artístico – e como tal palco de conflitos entre príncipes e reis islâmicos.

Certos habitantes de Silves eram árabes de Yemen, o que na altura era das culturas mais civilizadas, com muitos poetas. Daqui passaram e surgiram importantes líderes.

Entrada no Castelo de Silves com a Estátuda do Sancho I

Por exemplo, o Maomé ibne Abade Almutâmide, nasceu no fins do século XI em Beja mas ganhou experiência militar em Silves – comandava um exército com apenas 13 anos. Mais tarde, conquista Valência e Córdoba (Espanha).

Afonso VI de Castela testa o seu poder e é derrotado na batalha de Sagrajas (ou Zalacas). O poeta Abu Bakr ibn al-Labbana diz que ele detinha 200 cidades ou fortificações em Al-Andalus.

Al Andaluz era um mundo islâmico ímpar, florescendo para uma rica civilização de palácios e jardins elegantes sob o califado de Córdoba.

Juan Gimenez Martin – In the Harem

No século XI este mundo havia sido dividido em cidades-estados mais fracas e estavam a ser atacadas pelos exércitos cristãos do norte. Deste modo, pedem assistência aos Almorávidas.

Os Almorávidas tinham no seu DNA o deserto do Saara e uma visão rígida do Islão. Começaram por subjugar os clãs bérberes no norte de áfrica – consideravam estes clãs heréticos, pois  apesar destes serem muçulmanos ainda mantinham as suas tradições bérberes.

De modo quando chegam a Al Andaluz, não tardam a ficar enojados com a decadência e aparente falta de dedicação ao Islão. Acabam por depor os governantes e príncipes muçulmanos, um por um.