Área Metropolitana de Lisboa Lisboa Av. da Liberdade, Parque Eduardo VII e arredores (Lisboa)

Av. da Liberdade, Parque Eduardo VII e arredores (Lisboa)

A oeste do parque, numa subida até à Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, encontra o Centro Comercial Amoreiras, desenhado por Tomás Taveira na década de 1980.

O Centro Comercial abriga salas de cinema, cafés e restaurantes, supermercado e várias lojas. Para chegar aqui diretamente de autocarro apanhe o 711 do Rossio / Restauradores.

  • Coordenadas: 38.723122,-9.161547

A rua das Amoreiras desce para a encantadora Praça das Amoreiras, dominada pelo Aqueduto das Águas Livres. Inaugurado em 1748, o aqueduto foi poupado pelo terramoto de 1755, trazendo um suprimento de água potável para a cidade.

Praça das Amoreiras
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No lado nordeste da Praça das Amoreiras, situado na antiga fábrica de seda do século XVIII, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva é uma galeria dedicada à obra dos dois pintores.

  • Coordenadas: 38.722224,-9.155799

A fundação mostra as abstratas pinturas de Viera da Silva que contrastam com as coloridas de Szenes. Maria Vieira da Silva casou-se com o pintor húngaro Arpad Szenes em 1930 e só se separam 55 anos depois quando este morreu.

O lugar do Jardim das Amoreiras era muito especial para Vieira da Silva porque aqui viveu com a sua mãe, antes de ir para Paris donde começou a carreira e onde conhece o seu marido, mas foi aqui que quis deixar o seu espólio. Desde 1931 que vinham regularmente a Lisboa, e pintou muita vez o jardim de Amoreiras durante a década de 30.

Com a Segunda Guerra Mundial, Maria Vieira da Silva tenta ficar com o marido em Portugal(era judeu) – mas é-lhe recusado, porque ao casar-se com um húngaro perdeu a cidadania portuguesa – de modo que acabam por ir para o Brasil até 1947.

É nesta altura que começa a fazer das suas melhores obras, como a Partida de Xadrez (1943) – com o espaço completamente formado por quadrados e losangos que simboliza o conflito mundial.

A Partida de Xadrez

Este formato seria indissociável da pintora que diria mais tarde com graça “pequenos quadrados, grande carreira”. Depois de 1947 volta de novo para França, e nos anos 50 é reconhecida internacionalmente.

Praça Duque de Saldanha
Praça Duque de Saldanha
  • Coordenadas: 38.734198,-9.145458

É uma das mais importantes praças de Lisboa, em homenagem ao Marechal Duque de Saldanha. A Praça é servida pelo metro de Lisboa (Estação Saldanha).

Da rotunda do Marquês ao Saldanha é uma caminhada de quinze minutos, em linha reta, pela avenida Fonte Pereira de Melo. Pode apanhar qualquer autocarro que segue nesta direção ou o metro (linha amarela)

Outrora cercada por alguns dos edifícios mais antigos e atraentes, foram erguidos um hotel e 2 pequenos centros comerciais, lado a lado: Atrium Saldanha e Dolce Vita Monumental, geralmente lotados durante a hora do almoço.

A poucos passos da praça, avenida da república, encontra dos cafés mais bonitos e históricos da cidade, a Pastelaria Versailles de Salvador Antunes que detinha uma grande paixão pela Art Nouveau – abriu-a na década de 20 do século XX.

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Perto do metro de Saldanha, encontra a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves na Rua Pinheiro Chagas. Mandada construída pelo pintor José Malhoa recebeu o prémio Valmor em 1905 – edifício neorromântico com toques de Art Nouveau.

  • Coordenadas: 38.732608,-9.146421

Detém a coleção de arte privada do oftalmologista Dr. Antastácio Gonçalves, o médico de Calouste Gulbenkian, herói da I Guerra Mundial, republicano convicto e viajante incansável que queria criar um espaço cultural, gratuito, que servisse a comunidade portuguesa.

Quando morreu doou ao estado uma coleção que inclui pintores portugueses como António da Silva Porto (século XIX) do Grupo de Leão, porcelana chinesa da dinastia Ming do século XVI, e móveis de Inglaterra, França, Holanda e Espanha que datam do século XVII.