Algarve A Leste de Faro Olhão (Algarve)

Olhão (Algarve)

Olhão é uma base excelente para quem busca as tranquilas dunas das ilhas de Armona, Culatra e Fuseta. A comunidade nasce no século XVII quando pescadores se instalam aqui em simples cabanas de palha. Fica a 8 km de Faro, para este.

Foi aqui que começou a revolução popular contra as invasões francesas em 1808 – o que viria a ser um ponto de viragem para o desenvolvimento de Olhão.

Movimento Popular contra as Invasões Francesas

Não só se revoltam contra Napoleão – a notícia da sua vitória foi entregue ao Rei por um punhado de pescadores locais que atravessam o atlântico num pequeno barco de pesca local, pois nesta época o Rei João VI residia no Brasil.

Naturalmente que ficou comovido com esta dedicação e deu-lhes recompensas e um navio a sério para regressarem. Após a restauração do trono, concedeu carta de Vila a Olhão, com o sobrenome de Olhão da Restauração.

 

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O edifício mais proeminente da parte velha é o templo paroquial barroco do século XVII, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Praça da Restauração no meio da cidade.

Foi nesta igreja que os marinheiros de Olhão tocaram o sino como sinal da sua posição contra os franceses – de imediato correspondido pelos residentes da região que aqui se deslocam para apoiar a rebelião.

Na parte detrás da igreja, uma grade de ferro protege a capela da Nossa Senhora dos Aflitos, onde quando havia grandes tempestades as mulheres se reuniam e rezavam pelos marinheiros que arriscavam a sua vida para alimentar a esposa e filhos.

 

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Muito perto, na parte de trás da capela da Nossa Senhora da Soledade encontra o pequeno Museu Municipal com uma pequena coleção de achados arqueológicos da região, nomeadamente vasos islâmicos.

No andar de cima há relíquias do património industrial de Olhão, com modelos de barcos de pesca, prensas de óleo e fotos antigas a preto e branco.

 

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A cerca de 300 metros para sul encontra o outro foco da cidade – O Mercado de Olhão: dois edifícios de tijolos vermelhos (do início do século XX) na zona portuária.

Ao raiar do dia (segunda-feira a sábado) há um festival de cores, cheiros e burburinhos que competem pela sua atenção: encontrará carne, frutas e legumes, peixe como ricos bifes de atum, polvos e lulas.

Em agosto, os jardins na proximidade acolhem o Festival do Marisco (www.festivaldomarisco.com), com barracas de comida e entretenimento noturno por vários dias.

Há uma abundância de cafés baratos e bares em torno do mercado, enquanto na frente ribeirinha, na avenida 5 de outubro, encontra restaurantes de peixe um pouco mais caros.

A frente ribeirinha tem dois belos jardins: Jardim Pescador Olhanense para oeste e de frente para o Porto de Recreio de Olhão, e o Jardim Joaquim Lopes para este.

O Joaquim Lopes é o retrato do sentimento patriótico que Olhão sempre demonstrou. Aqui nasceu e teria 8 anos quando Olhão se rebela contra os franceses.

Mais tarde, torna-se Patrão de Salva Vidas em Lisboa, salvando centenas e centenas de vidas na barra do Tejo, por vezes negligenciado a sua vida para salvar o máximo de tripulantes.

A estátua retrata-o como um altivo idoso enfeitado de medalhas, mas como jovem era uma imponente figura de costas largas. Ninguém sai ileso aos efeitos do tempo, ainda assim, o tempo não erodiu os seus princípios.

Estátua Joaquim Lopes

De facto, pelo seu altruísmo, foi condecorado com imensas medalhas, inclusive 3 de ouro do Reino Unido.

No fim do século XIX, Portugal acha ter direito a terras no seio de África que ligariam as fronteiras terrestres de Angola com Moçambique – o mapa cor de rosa. Esta pretensão choca com as pretensões de Cecil Rhodes, o colonizador britânico que mais tarde supervisionou a formação da Rodésia (atual Zimbabué).

Por isso Portugal recebe um ultimato do seu aliado mais antigo (Inglaterra): esquecem a pretensão africana ou têm guerra. Sabendo disto, e apesar duma reforma miserável, o altivo Joaquim Lopes vai à embaixada britânica e devolve as medalhas: “Não aceito prémios duma nação que injuria o meu país”.

E quando um jornalista lhe pergunta se acha bem ter uma reforma tão pequena quando salvou um tão grande número de vidas (talvez procurando enfraquecer a posição portuguesa), responde: “Um peito que guarda sentimentos tão grandes não tem lugar para sentimentos pequenos.”

 

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Mesmo de frente do Mercado Municipal, há uma réplica ancorada do caíque Bom Sucesso, que dá uma noção da viagem épica que foi zarpar para as Américas com tal embarcação e assim dar notícias da revolta ao seu rei.

Os pescadores partiram desprovidos de cartas marítimas, sofreram tempestades e naturalmente que se enganaram na rota acabando por chegar à Guiana Francesa – o que por si só é um milagre.

Depois, pacientemente, desceram para sul até chegar ao Rio de Janeiro, maravilhando os residentes que não queriam acreditar nos seus olhos.

 

Algarve Outlet
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Caso precise de fazer compras, antes de movimentar-se para fora do centro de Olhão, o melhor local é o Algarve Outlet, a 10 minutos para Norte do centro de Olhão, na EN125. É um centro comercial pequeno, mas com hipermercado, algumas lojas de marcas populares, farmácia, restauração, cinema, e uma pista de kart.